quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

CURIOSIDADES HISTÓRICAS

  • Os italianos organizaram o comércio de Areia com as empresas de compras e exportação de café com a chegada da Estrada de Ferro de Nazaré: Petruccelli & Micucci; César Orrico. Desde 1850 já passavam pela Vila de Areia como mascates vendendo e comprando de tudo. Acompanhados de sua tropa de muares e geralmente de um escravo ajudante.

  • O Sobrado de Areia de Cima construído em 1871 funcionou como cartório em 1890. A sacada é um elemento visível em sobrados e casas encontrados nos municípios de Castro Alves, tanquinho, Feira de Santana, Amargosa, Vitoria da Conquista e Jequié, conforme dados e foto do IPAC. Foto de 1989

  • No jornal a Tribuna de Areia, um periódico semanal que circulou de 1 de novembro de 1894 a 1937, sempre existia a coluna SOMBREADOS, que relatava as características de um personagem da vida cotidiana do nosso município. O leitor teria de conhecer bem a figura para poder identifica-la. Sempre escrito e assinado por MALEGAL.

  • Os italianos e o forte comércio em Areia em 1908. O ALMANAK LAEMMERT de 1908 volume III do Estado da Bahia declara: "O comércio de Areia é sólido e grande, exporta em grande escala o café e o fumo que produzem no município bem e em grande abundância. Além destes dois produtos que são os principais do município, exporta mais cacau, farinha, açúcar mulatinho, rapadura, cachaça, milho, feijão, toucinho, gado, muar e cavalar, peles, couros, secos e salgados." Como dizia meu amigo italiano: AREIA ERA MUITO MAIS QUE UBAÍRA.


  • O primeiro veículo que começou a transitar pelas ruas da antiga Areia, foi um FORD DE BIGODE, como era chamado e pertencia ao italiano Érico Dattole. Isso em 1925.


  • Por volta de 1928, desceram da região do Mucuri, aproximadamente 40 jagunços do Coronel Marcionílio Antônio de Souza do município de Maracás. Foram recebidos por José Teles Barreto (Zé Teles), na Lagoa das Flechas. Zé Teles foi avisado antecipadamente e preparou um jantar para o grupo. Na despedida, altas horas, fizeram uma "salva de tiros" para agradecer o acolhimento. Isso ocorreu num período em que Lampião estava sendo procurado no Alto Sertão Bahiano. O medo entre os moradores de Areia, criou a fama que os cangaceiros de Lampião estavam em nossa região. Muitos boatos. Muita gente fugindo para o mato e só retornando as suas casas depois de escurecer, apavorados. Aí a possível distorção de que Lampião andava em nossas terras.


  • Dr. André Lyrio, foi intendente em Ubaíra e na sua gestão construiu o palanque na Praça São Vicente, além da ponte sobre o Rio Jequiriçá na entrada da cidade em 1938, no governo Estadual de Landulpho Alves. Veio para Ubaíra em 1906 e construiu o palacete na Rua Emídio Ramos em 1919 onde morou por muitos anos. Casou-se com Helena Della-Cella Lyrio sobrinha do Cônego Manoel Leôncio Galrão. Nasceu em Muniz Ferreira – BA e era filho de Ignácio Almeida Lyrio e Amélia Alves Lyrio (primos carnais).




  • Filarmônica União Areiana. Foto de 1933

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA


O Tram Road de Nazareth foi aberto em 1875, ligando a estação de Nazareth com a de Onha. Daí foi avançando em pequenos trechos, chegando somente em 1906 a Jequiriçá, a 148 km de Nazaré e no ano em que teve o nome alterado para E. F. de Nazaré. Em seguida, novos avanços até o km 225, na estação de Jaguaquara, para finalmente, chegar a Jequié, km 289 e estação terminal apenas no ano de 1927 de uma estocada só. Em 1892 foi construído o único ramal da linha para Amargosa, com 29 quilômetros e em 1941 a linha foi prolongada de Nazaré até São Roque, porto de mar. Funcionou até sua desativação sob protestos no ano de 1967.

A estação ferroviária de Ubaíra foi inaugurada em 15 de novembro de 1908. Após a desativação, o espaço onde funcionava a estação ficou fechado por 7 anos. Em seguida, foi instalado, nesse local, o escritório da CEPLAC, sendo inaugurado em 11 de novembro de 1971. Observa-se que o padrão arquitetônico da antiga estação ferroviária continua intacto, aspecto positivo para a conservação e a manutenção do patrimônio cultural e de identidade local.



170 ANOS DE MISSÃO E EVANGELIZAÇÃO





170 Anos de missão e evangelização

Por volta de 1847 foi fundada a Freguesia de São Vicente Ferrer, nome dado ao conjunto de terras e de casas que no mesmo ano foi posta sob a proteção de São Vicente, Santo Padroeiro vindo da Itália, uma imagem sua, que chegou medindo 80cm e logo, foi construída uma pequena Matriz em sua homenagem, no espaço em que hoje se encontra o cruzeiro da Matriz atual.
Com o passar do tempo à população foi crescendo e se fez necessário uma igreja maior. Em 25 de Janeiro de 1918 foi celebrada a última missa naquele templo, onde desde a fundação da freguesia era realizada as missas e festas religiosas, na mesma data todas as imagens foram levadas para a Capela de Santo Antônio na Areia de Cima, onde ficou provisoriamente a Matriz, bem como o Padroeiro provisório se tornou Santo Antônio.
Em 01 de Fevereiro do mesmo ano, iniciou-se a construção da atual Igreja Matriz, com a direção do artista italiano Francisco Charnally, que coordenou todo o trabalho artístico. No centro da Igreja foi construído um altar, que lembrava a sacada dos palácios antigos, e uma escadinha para abrigar a imagem do padroeiro, que estava em alto mar à caminho da freguesia de Areia.
Dez anos depois, no dia 01 de Janeiro de 1928 a cidade amanheceu em clima de festa, com fogos e som de banda marcial, era o dia da inauguração da Igreja Matriz, sob a direção do Conego Manoel Leôncio Galrão, pároco da freguesia, e do Monsenhor Campos, que veio representar o arcebispo da Bahia e primaz do Brasil, às 10 horas daquele dia é celebrada a missa solene de inauguração e a população recebe do Sr. Vicente Micussi uma nova imagem de São Vicente Ferrer, em tamanho real.

A imagem do Arauto do Evangelho é entronizada com festa na nova Igreja e é depositada no novo altar, onde é venerada até os dias atuais.

HINO DO MUNICÍPIO DE UBAÍRA




Hino do município de Ubaíra

Por entre o verde as matas
A derramar sobre mim


O véu de toda cascata

Das águas do Mucuri



Ó Ubaíra querida,

De fé e de tradição


Ser filho de Ubaíra

Orgulha meu coração



Eu te amo...




Terra de tantas ladeiras

Terra de gente feliz


Das badaladas do sino,

Que vem da igreja matriz



Sou do Riacho de Areia,

do Buri, da Patioba,


do Sobradinho, Sapucaia,

da Estopa e da Pindoba



Sou da Lagoa do Boi,

de Três Braços, da Baixinha,


do Boqueirão e da Volta do Rio,

do Alto da Lagoinha



Venho de Jenipapo,

do Canta Galo e Palmeira


Em todas as regiões temos voz,

Ubaíra somos nós



És o meu porto seguro,

És o meu favo de mel,


És a beleza infinita,

Meu pedacinho de céu


És a princesa do vale,

Terra de tanta alegria,


Brasileiramente linda

Sou Ubaíra – Bahia

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

HISTÓRIA DE UBAÍRA - VÍDEO

ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS,POLÍTICOS E CULTURAIS

Ubaíra já teve uma produção agrícola bastante significativa na Região, produzindo todos os frutos e cereais de que recebia as sementes e adaptava-se à policultura. Produzia abundantemente café, fumo, cana-de-açúcar, mandioca, milho, feijão, arroz, cacau, algodão, batata, cebolas, amendoim, laranjas e variedades extraordinárias de outras frutas, legumes e cereais, que abasteciam o mercado e eram vendidas para outros lugares. Havia iniciado com proveito a cultura da vinha, existiam terrenos próprios para a lavoura do algodão, que era uma cultura florescente no município e estava isenta de impostos no orçamento municipal.A lavoura de café era a maior riqueza do município; a do fumo pertencia aos pequenos agricultores e era muito generalizada; a de mandioca servia para o fabrico de farinha. Foram vendidas em 1920, 100 mil arrobas em 25 mil sacas. Em 1921, 136.318 em 34.079 sacas. Em 1922, 125.632 arrobas em 31.408 sacas.Contavam-se diversas fábricas de cerâmica, sabão, móveis e calçados, padarias, alambiques, selarias e curtumes, ferrarias, engenhos, fábricas de farinha, alfaiatarias, barbearias, torrefação de café e pequeno fabrico de charutos, vinagre e vinho de frutas.
Existiam no município 12 padarias, 11 fábricas de calçados, 09 de móveis, 02 de sabão, 09 de cerâmica, 10 oficinas de ferreiro, 07 de funileiros, 02 de relojoeiro, 01 de ourives, 21 alfaiatarias e duas tipografias, não se podia determinar o número de engenhos, fábricas de farinha e outras do mesmo gênero, porque não estavam sujeitos a lançamento municipal. Por isso era quase impossível determinar o número de operários de cada uma e a quantidade de produção de tais fábricas.O município possuía ricas e extensas florestas onde se encontrava grande variedade de madeiras de construção e marcenaria, as quais foram destruídas pelos madeireiros, principalmente pela empresa madeireira Incobal, que atuou por muitos anos na exploração de madeira nessa região. Existiam grandes jazidas de grafite nas fazendas Pindobas, Córrego do Barro, Riachão da Tesoura, Cedro, na estrada do Rio Preto e outras e também de manganês na Fazenda Canoa, de mica, malacacheta e talco nas fazendas Sussuarana e Ladeira Grande.
  Os numerosos vestígios de grafite, encontrados à flor da terra em grande número e pontos do Município, chamaram em 1903 a atenção de interessados que remeteram amostras para a capital. O engenheiro belga Dr. Leon MosselmanduChenoy, associado ao Sr. JosuháPelley Wilson Rowe, sócio da Empresa Anderson e Rowe e então cônsul dos Estados Unidos da capital, iniciou nesse ano as pesquisas, animado por um sindicato europeu. Esse engenheiro lavrou diversos contratos no município e logo deu início à exploração da mina existente na fazenda de Paulino José dos Santos, no Córrego do Barro, à margem do Rio Jiquiriçá, a três quilômetros da cidade. Na mesma ocasião, o engenheiro civil, Antônio Gonçalves Gravatá, contratado por um grupo de capitalistas, de que era representante o Sr. Cel. Arthur Freitas Maia Bittencourt, explorou a jazida de grafite existente na fazenda Pindobas, do Major Hygino José de Souza, também à margem do rio Jiquiriçá. Dessa mina foram levadas para a Capital mais de 50 sacas de grafite. Havia também diversas jazidas de barro para o fabrico de telhas, tijolos e louça comum.
  Atualmente a economia do município baseia-se, sobretudo, na agropecuária, principalmente no cultivo de cacau, café, mandioca, cereais, verduras, milho, feijão, banana, produção de farinha de mandioca e gado bovino que também é de grande contribuição para a economia da região. Há também, no Munícipio, fábricas, a exemplo a DalPonte que gera empregos diretos e indiretos para centenas de pessoas; e, por fim, uma vocação para o turismo nas modalidades de turismo rural, ecoturismo e turismo de aventura.
  Uma das atividades econômicas ainda mais importantes do município é a agricultura. Há, segundo o Censo Agropecuário de 2006, cerca de 3.097 estabelecimentos agropecuários no município. Nesses estabelecimentos há 8.029 pessoas ocupadas. Sendo que deste total 7.203 têm laços de parentesco com o produtor. De onde se conclui que a oferta de trabalho no campo é mínima, pois apenas 1.006 pessoas estão ocupadas e não possuem laços de parentesco com o produtor. Existe uma agricultura de subsistência. E mesmo assim o que se pode constatar no dia a dia é a produção, muitas vezes, da monocultura ou de duas ou três culturas diferentes, o que faz com que os pequenos produtores ainda tenham que adquirir outros produtos para sua alimentação. Existem, no município, 49 associações de produtores rurais, que a, depender das finalidades contidas no seu Estatuto, visam representar seus associados, frente aos órgãos técnicos competentes, com o objetivo de efetuarem relatórios para a aquisição de empréstimos, que serão investidos na melhoria do cultivo em suas terras. Cada associado consegue um empréstimo individual proporcional ao tamanho de suas terras. O PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), do Governo Federal, é um exemplo desse tipo de empréstimo. Órgãos como a CEPLAC (Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira) e a EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola) dão suporte técnico a essas associações.
  As principais lavouras cultivadas neste município com números expressivos, segundo o Censo 2010 , são: Banana – 10.710 Toneladas; Cacau – 2.242 Toneladas; Café – 324 Toneladas; Coco da Bahia – 90.000 frutos; Laranja – 28 Toneladas; Maracujá – 2.600 Toneladas; Feijão – 37 Toneladas; Milho – 42 Toneladas; Mandioca – 13.650 Toneladas; Tomate – 594 Toneladas. Na pecuária são criados : Bovinos – 17.646 cabeças; Suínos – 9.226 cabeças; Caprinos – 872 cabeças; Ouvinos – 2.041 cabeças; Aves (galinhas, frangos) 64.629 cabeças. O abate dos bovinos para comercialização é feito na cidade de Santo Antônio de Jesus a aproximadamente 80 km do município de Ubaíra. Além da atividade agropecuária, há no Munícipio alguns estabelecimentos comerciais, fábricas e também o turismo que contribui para a geração de empregos. O Programa Bolsa Família é uma fonte de rendimento para a maioria das famílias pobres, urbanas e rurais deste Municipio.

BREVE HISTÓRICO

Em 1790, João Gonçalves da Costa foi encarregado de conquistar os índios mongóis, localizados na aldeia de Santo Antônio do Cantanhede, nas margens do rio Jiquiriçá, tendo feito o que se lhe ordenara. Pediu, então, que o território por ele conquistado fosse anexado à vila de Valença, o que lhe foi negado, tendo entretanto isto acontecido posteriormente, por força da Carta régia de 01 de janeiro de 1813. Nas proximidades da região já existiam as sesmarias de São Paulo e Poço do Facão, que haviam sido doadas a Manuel de Sousa Santos e a Domingos de Matos e Aguiar, respectivamente, por Alvará de 13 de maio de 1770, sendo somente ocupadas em 20 de dezembro de 1781 pelos referidos proprietários. Também desde 1977, os terrenos, com meia légua para cada lado do rio Jiquiriçá e denominados Barra da Estopa e Riacho da Torre, já haviam sido dados, por sesmaria, ao primeiro explorador da região, Francisco de Sousa Feio, que tomou posse das mesmas, com as solenidades então costumeiras, a 07 de maio de 1875. A fazenda de Francisco de Sousa Feio, denominada Pindobas, nome que ainda hoje conserva, se estendeu ao riacho, em cuja margem se formaram diversas fazendas. Francisco de Sousa Feio fixou residência no lugar chamado Estopa, também conhecido por Barra da Palmeira. Aí, onde edificou moradia e fez plantações, ainda vivem seus bisnetos e outros descendentes que se ocupam na lavoura. A sede da velha fazenda constitui hoje pequeno povoado. Aumentando a família do primeiro posseiro, um genro seu de nome Manuel de Sousa Santos levou a exploração além dos limites da sesmaria e fixou residência no lugar a que se chamou Santa Inês. Sobrevindo no ano de 1824 o flagelo de demorada seca, a qual, por três anos, crestou campos e sementeiras, Pedro da Costa Avelar e Vicente Ferreira de Sousa, este neto de Francisco de Sousa Feio e ambos genros de Manuel de Sousa Santos, abandonaram o local e vieram residir na sede da fazenda Areia, onde se votaram à lavoura e construíram propriedades, um na parte conhecida por Areia de Cima e outro na conhecida por Areia de Baixo; que constituíam, sucessivamente, a povoação, vila e hoje cidade de Ubaíra. Por motivo da profunda decadência da vila de Santo Antônio do Jiquiriçá, foi sua sede transferida para o então povoado de Areia, que da mesma era parte, pela Lei provincial nº 1046, de 17 de junho de 1868. Desde então, teve Areia a denominação de Vila de Jiquiriçá, até perder este nome por força da Lei nº 1611 de 16 de junho de 1876, passando a chamar-se São Vicente Ferreira de Areia. O Ato estadual de 30 de junho de 1891 concedeu foros de cidade à sede municipal, sob o nome de Areia, nome que se estendeu ao município. Conforme a divisão administrativa do Brasil de 1911, Areia figurava integrado unicamente pelo distrito-sede, apresentando-se nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1920 composto de 6 distritos: Areia, Riachão, Volta do Rio (Sapucaia), Santa Inês, Caldeirão e Jaguaquara. Segundo a divisão administrativa do Brasil, concernente ao ano de 1933, o município formava-se dos distritos de Areia, Riachão e Sapucaia, situação mantida nas divisões territoriais de 31 de dezembro de 1937. Com os mesmos distritos apareceu ainda no quadro territorial em vigor no quinquênio 1939-1943, estabelecido pelo Decreto estadual nº 11089, de 30 de novembro de 1938, observando-se, porém, as alterações toponímicas sofridas pelos dois últimos, que passaram a chamar-se, respectivamente, Baixinha e Engenheiro Franca. Em virtude do Decreto-Lei estadual n° 141, de 31 de dezembro de 1943, que fixou o quadro territorial a vigorar no quinquênio 1944-1948, o nome do município e do seu distrito-sede foi substituído pelo de Ubaíra. Com a retificação do referido quadro pelo Decreto estadual nº 12978, de junho de 1944, o município de Ubaíra permanece constituído dos três distritos citados acima: Ubaíra, Baixinha e Engenheiro Franca, situação que perdura até os dias de hoje.

CURIOSIDADES HISTÓRICAS

Os italianos organizaram o comércio de Areia com as empresas de compras e exportação de café com a chegada da Estrada de Ferro de Nazaré:...