segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS,POLÍTICOS E CULTURAIS

Ubaíra já teve uma produção agrícola bastante significativa na Região, produzindo todos os frutos e cereais de que recebia as sementes e adaptava-se à policultura. Produzia abundantemente café, fumo, cana-de-açúcar, mandioca, milho, feijão, arroz, cacau, algodão, batata, cebolas, amendoim, laranjas e variedades extraordinárias de outras frutas, legumes e cereais, que abasteciam o mercado e eram vendidas para outros lugares. Havia iniciado com proveito a cultura da vinha, existiam terrenos próprios para a lavoura do algodão, que era uma cultura florescente no município e estava isenta de impostos no orçamento municipal.A lavoura de café era a maior riqueza do município; a do fumo pertencia aos pequenos agricultores e era muito generalizada; a de mandioca servia para o fabrico de farinha. Foram vendidas em 1920, 100 mil arrobas em 25 mil sacas. Em 1921, 136.318 em 34.079 sacas. Em 1922, 125.632 arrobas em 31.408 sacas.Contavam-se diversas fábricas de cerâmica, sabão, móveis e calçados, padarias, alambiques, selarias e curtumes, ferrarias, engenhos, fábricas de farinha, alfaiatarias, barbearias, torrefação de café e pequeno fabrico de charutos, vinagre e vinho de frutas.
Existiam no município 12 padarias, 11 fábricas de calçados, 09 de móveis, 02 de sabão, 09 de cerâmica, 10 oficinas de ferreiro, 07 de funileiros, 02 de relojoeiro, 01 de ourives, 21 alfaiatarias e duas tipografias, não se podia determinar o número de engenhos, fábricas de farinha e outras do mesmo gênero, porque não estavam sujeitos a lançamento municipal. Por isso era quase impossível determinar o número de operários de cada uma e a quantidade de produção de tais fábricas.O município possuía ricas e extensas florestas onde se encontrava grande variedade de madeiras de construção e marcenaria, as quais foram destruídas pelos madeireiros, principalmente pela empresa madeireira Incobal, que atuou por muitos anos na exploração de madeira nessa região. Existiam grandes jazidas de grafite nas fazendas Pindobas, Córrego do Barro, Riachão da Tesoura, Cedro, na estrada do Rio Preto e outras e também de manganês na Fazenda Canoa, de mica, malacacheta e talco nas fazendas Sussuarana e Ladeira Grande.
  Os numerosos vestígios de grafite, encontrados à flor da terra em grande número e pontos do Município, chamaram em 1903 a atenção de interessados que remeteram amostras para a capital. O engenheiro belga Dr. Leon MosselmanduChenoy, associado ao Sr. JosuháPelley Wilson Rowe, sócio da Empresa Anderson e Rowe e então cônsul dos Estados Unidos da capital, iniciou nesse ano as pesquisas, animado por um sindicato europeu. Esse engenheiro lavrou diversos contratos no município e logo deu início à exploração da mina existente na fazenda de Paulino José dos Santos, no Córrego do Barro, à margem do Rio Jiquiriçá, a três quilômetros da cidade. Na mesma ocasião, o engenheiro civil, Antônio Gonçalves Gravatá, contratado por um grupo de capitalistas, de que era representante o Sr. Cel. Arthur Freitas Maia Bittencourt, explorou a jazida de grafite existente na fazenda Pindobas, do Major Hygino José de Souza, também à margem do rio Jiquiriçá. Dessa mina foram levadas para a Capital mais de 50 sacas de grafite. Havia também diversas jazidas de barro para o fabrico de telhas, tijolos e louça comum.
  Atualmente a economia do município baseia-se, sobretudo, na agropecuária, principalmente no cultivo de cacau, café, mandioca, cereais, verduras, milho, feijão, banana, produção de farinha de mandioca e gado bovino que também é de grande contribuição para a economia da região. Há também, no Munícipio, fábricas, a exemplo a DalPonte que gera empregos diretos e indiretos para centenas de pessoas; e, por fim, uma vocação para o turismo nas modalidades de turismo rural, ecoturismo e turismo de aventura.
  Uma das atividades econômicas ainda mais importantes do município é a agricultura. Há, segundo o Censo Agropecuário de 2006, cerca de 3.097 estabelecimentos agropecuários no município. Nesses estabelecimentos há 8.029 pessoas ocupadas. Sendo que deste total 7.203 têm laços de parentesco com o produtor. De onde se conclui que a oferta de trabalho no campo é mínima, pois apenas 1.006 pessoas estão ocupadas e não possuem laços de parentesco com o produtor. Existe uma agricultura de subsistência. E mesmo assim o que se pode constatar no dia a dia é a produção, muitas vezes, da monocultura ou de duas ou três culturas diferentes, o que faz com que os pequenos produtores ainda tenham que adquirir outros produtos para sua alimentação. Existem, no município, 49 associações de produtores rurais, que a, depender das finalidades contidas no seu Estatuto, visam representar seus associados, frente aos órgãos técnicos competentes, com o objetivo de efetuarem relatórios para a aquisição de empréstimos, que serão investidos na melhoria do cultivo em suas terras. Cada associado consegue um empréstimo individual proporcional ao tamanho de suas terras. O PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), do Governo Federal, é um exemplo desse tipo de empréstimo. Órgãos como a CEPLAC (Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira) e a EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola) dão suporte técnico a essas associações.
  As principais lavouras cultivadas neste município com números expressivos, segundo o Censo 2010 , são: Banana – 10.710 Toneladas; Cacau – 2.242 Toneladas; Café – 324 Toneladas; Coco da Bahia – 90.000 frutos; Laranja – 28 Toneladas; Maracujá – 2.600 Toneladas; Feijão – 37 Toneladas; Milho – 42 Toneladas; Mandioca – 13.650 Toneladas; Tomate – 594 Toneladas. Na pecuária são criados : Bovinos – 17.646 cabeças; Suínos – 9.226 cabeças; Caprinos – 872 cabeças; Ouvinos – 2.041 cabeças; Aves (galinhas, frangos) 64.629 cabeças. O abate dos bovinos para comercialização é feito na cidade de Santo Antônio de Jesus a aproximadamente 80 km do município de Ubaíra. Além da atividade agropecuária, há no Munícipio alguns estabelecimentos comerciais, fábricas e também o turismo que contribui para a geração de empregos. O Programa Bolsa Família é uma fonte de rendimento para a maioria das famílias pobres, urbanas e rurais deste Municipio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CURIOSIDADES HISTÓRICAS

Os italianos organizaram o comércio de Areia com as empresas de compras e exportação de café com a chegada da Estrada de Ferro de Nazaré:...